A mudança integra a estratégia do governo federal de reduzir a carga tributária sobre rendas mais baixas e médias, ampliar o poder de compra das famílias e estimular a economia, especialmente em um cenário de busca por crescimento sustentável e justiça fiscal.
Além da isenção integral até R$ 5 mil, a nova tabela do Imposto de Renda passou a prever descontos progressivos para rendas mensais de até R$ 7.350, reduzindo significativamente o imposto devido nessas faixas intermediárias.
Isenção do Imposto de Renda vira prioridade econômica do governo
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda foi tratada como prioridade econômica desde o início do atual mandato presidencial. A proposta constava no programa de governo de Lula e ganhou força ao longo de 2025 durante sua tramitação no Congresso Nacional.
O relator do projeto, Arthur Lira, defendeu a iniciativa ao afirmar que a tributação sobre altas rendas e ajustes no sistema tributário podem gerar arrecadação suficiente para compensar a renúncia fiscal, preservando o equilíbrio das contas públicas.
Com isso, o governo buscou conciliar justiça tributária, estímulo ao consumo e responsabilidade fiscal, pilares centrais da política econômica atual.
Nova tabela do Imposto de Renda reduz imposto e amplia economia anual
Antes da mudança, estavam isentos do Imposto de Renda apenas os contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 3.036. Faixas imediatamente superiores já sofriam incidência de alíquotas progressivas.
Com a nova regra em vigor, quem recebe R$ 5.000 por mês deixa de pagar IR, o que representa uma economia anual estimada em R$ 4.067,57. O impacto é significativo para o orçamento das famílias e amplia o alcance do benefício para a classe média.
A tabela também estabelece descontos graduais para rendas intermediárias, evitando saltos abruptos na tributação e tornando o sistema mais progressivo.
Como funciona a nova faixa de isenção do IR em 2026
A Receita Federal passou a aplicar o benefício de forma escalonada:
- Até R$ 5.000: isenção total do Imposto de Renda;
- Até R$ 5.500: desconto aproximado de 75%, com economia anual estimada em R$ 3.367,68;
- Até R$ 6.000: redução de cerca de 50%, gerando economia anual de R$ 2.350,79;
- Até R$ 6.500: desconto de 25%, com economia anual de R$ 1.333,90;
- Acima de R$ 7.350: tributação normal.
Impactos da isenção no consumo e na economia do Brasil
Ao reduzir o Imposto de Renda para trabalhadores com rendimentos de até R$ 5 mil, o governo aumenta a renda disponível das famílias, o que tende a impulsionar o consumo e fortalecer setores como comércio, serviços e indústria.
Especialistas também apontam que a medida pode estimular a formalização do trabalho, já que a carga tributária se torna menos onerosa para rendas médias. Com isso, a política contribui para dinamizar a economia e ampliar a circulação de recursos no mercado interno.
O governo, por sua vez, aposta na tributação de altas rendas como mecanismo de compensação fiscal, evitando desequilíbrios nas contas públicas.
Quem mais se beneficia com a nova regra do Imposto de Renda
Os principais beneficiados são trabalhadores assalariados, servidores públicos e profissionais autônomos enquadrados nas faixas de isenção e de desconto. Para muitos contribuintes, a economia anual supera quatro mil reais, impactando diretamente o orçamento familiar.
A medida alcança diferentes perfis de contribuintes e reforça o caráter redistributivo da política tributária adotada a partir de 2026.
Nova tabela do IR reforça debate sobre justiça tributária
Com a ampliação da isenção e dos descontos, o governo reacende o debate sobre justiça fiscal e distribuição de renda no Brasil. Ao aliviar a carga tributária sobre salários mais baixos e médios, a política busca reduzir desigualdades e tornar o sistema tributário mais progressivo.
Enquanto isso, seguem em pauta discussões sobre tributação de grandes fortunas, lucros e altas rendas, apontadas pelo governo como alternativas para financiar políticas públicas sem penalizar quem ganha menos.